O resgate, uma visita à história, à origem da raça. É com este objetivo que a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina (ABCCC), inicia nesta sexta-feira (6), a 39ª edição da Cavalgada das Cavalgadas. O evento, que prossegue até domingo, simboliza mais que um passeio a cavalo: consiste no resgate da história da raça, passando por locais diretamente ligados ao criador Cassiano Campolina, em Minas Gerais.
O percurso integra o Circuito de Cavalgadas Campolina Brasil e marca o encerramento da temporada 2025. A saída será de região onde Cassiano viveu e desenvolveu os primeiros exemplares da raça, em Conselheiro Lafaiete.
Segundo Marcelo Souto Nacif, diretor de Cavalgadas da ABCCC, a programação inclui visitas a pontos históricos fundamentais para o Cavalo Campolina.
“Vamos percorrer locais simbólicos, como a antiga fazenda de Cassiano, em Entre Rios de Minas, além da Fazenda do Tanque e da Fazenda Palestina, de Gastão Rezende, que deu continuidade ao melhoramento da raça”, explica Nacif.
Roteiro combina tradição e natureza
A região por onde a cavalgada passará é conhecida pela riqueza natural, com áreas de Cerrado e Mata Atlântica, o Parque Estadual do Itacolomi, além de cachoeiras e rios que tornam o percurso ainda mais especial.
Aproximadamente 60 conjuntos devem participar no primeiro dia, enquanto que no sábado e domingo, respectivamente deverão marcar presença, 80 e 100 cavaleiros e amazonas.
Resgate histórico do Campolina
Durante os três dias de cavalgada, os participantes terão a oportunidade de reviver a origem da raça Campolina, incluindo passagens por fazendas históricas e pelo Hospital Cassiano Campolina.
“Queremos relembrar personagens que marcaram a história do nosso cavalo: Mariano Procópio, dono do garanhão Andaluz; Antônio Cruz, que presenteou Cassiano com a égua Medéia; além de Joaquim Resende, que deu continuidade ao legado”, destaca Nacif.
Tradição e celebração
Para o diretor da ABCCC, a Cavalgada das Cavalgadas vai além do passeio a cavalo:
“Será um momento de celebração das nossas raízes, da cultura do campo e da tradição que molda a raça Campolina. Nossa origem nos torna únicos, e ela merece ser lembrada, honrada e vivida”, afirma.
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